SONHOS DE INFÂNCIA


Casa de varanda e casa de sobrado

Menino de pés descalços, gosto de liberdade

Pedra de cantaria decora nossas paredes nuas

Sonho de colorir velhos sonhos de infância


Passos curtos marcam nossa calçadas

Procuram talvez marcas que o tempo olvidou

Buscam por dentro o já morto menino

Marcas de nas pedras que duram um verão


Gosto acerbado 'inda me vem à boca

Por lembrar das quimeras que ontem sonhei

Dragões, cavaleiros, mil batalhas de infante

Um tempo perdido que nunca esqueci


Ainda que cedo ou tarde talvez

Nos olhos eu trago a esperança fugaz

D'outra vez navegar nesses devaneios

Que a prata dos anos tingiu sem pesar.


J. Sollo
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