HOMENS DE VIDRO

Reflexo de uma emoção
sentimento frio
A vida um imenso vazio
Espelhos que refletem ilusão
Homens são sensiveis brinquedos
Nas mãos de um menino levado
Brinquedos podem trincar
e trincando revelam mil faces
Ainda sou espelho que 
reflete desenhos cubistas
Minha alma é música cubista
traz pedaços de mil almas
Trechos de melodias já sonadas

Meu verso não canta, ele murmura
Meu desalento não rima direito
as vezes o fel é que me vem à boca
Me chegam torrentes de letras
que chovem sobre mim sem parar

O desconexo, as vezes é nisso que me apego
como nexo real
Eu falo por enigmas, só quem tem alma
e a escuta, sabe o que quero dizer

Sou frágil criatura, reflexo do mundo
Sou frágil espelho e posso quebrar
As vezes tão forte que nem um diamante
Pode arranhar...

J . Sollo
                         

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