DIALOGO DA DOR


        DIALOGO DA DOR
Construíste um ninho de amor
Como pássaro que aguarda outra estação
Perfumaste todo teu leito
Pétalas de flores a cobrir teu peito

Ó insensato coração por que feres assim
Apunhá-las minha alma que fenece em dor
Rasgaste-me os sonhos todos, minha ilusão
As lágrimas que tenho são espinhos a ferir tuas mãos

O ciúme cega-me no mais profundo sentir
Não queria dividir teu olhar e teu riso alvo sepultei
Sem perceber matei teus sonhos, fui teu algoz
Mas perdoa-me por impingir-te dor tão atroz

Ao me deixares cravou uma estaca em meu sentir
Vagarei errante até que esse amor me abandone
Hoje trago minha alma crucificada a razão desse querer
mas não quero estar morta dentro de você

Minha alma é sopro de vida do mundo sonhado
Porém persistem ainda os "ais" prova de tão grande dor
Ah meu amor! contigo estão todos os sonhos que acalentei
Nessa intragável taça derramei minha sina, só eu dela beberei.

J. Sollo

 
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