SILÊNCIO


             SILÊNCIO

Ei! não ouviste o silêncio do vento...
Que se expressa no farfalhar das folhas
Tu não percebes que emudeceu minha voz
Secaram em minha boca todos os cantos

Ei! Mas se tu pedes, eu o romperia...
Pra ver teus lábios abrirem num sorriso
E teus olhos cheios de espanto me fitarem
Pois ao fim de teu silêncio meu amor eu gritaria

Ei! Mas que vale tanto sentir...
Desfolho-me em dores e teu semblante não muda
Quisera ser eu esse que em teu sonho acalentas
Para ofertar-te o ósculo do mais puro prazer

Ei! Mas após dizer-te isso tudo...
Vou agora pra longe nas asas do vento
À espera que outra paisagem meu olhar se alegre
Mas agora, só o leve murmúrio do tempo
tal qual uivo de dor que me sopra: silêncio, silêncio...

J. Sollo


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