TEMPO

        TEMPO
Bate-se o martelo do tempo
e assim finda tudo que não teve início
Vejo na surpresa em teu olhar, que não sabias
Porque não previste o fim de tão cruel solidão?
O amar sem jeito, entre mãos de frio suor
que todavia nunca se tocaram realmente
Mas a dor apesar da distância inerte, pulsa latente 
cada dia que se arrasta como se fossem séculos
Pede em prantos que eu te liberte a alma
Mas é outro que possui a chave do teu coração
Se ainda ele pulsasse por esse que geme agora...
enraizado em tuas desilusões o que teimas em negar
Voltando ao principio de tudo, da dor sem jeito, do pranto
Páginas rasgadas do sentimento que nunca existiu
Quando não houver mais o ódio pela morte da ilusão
Restará na lembrança o bater do martelo
E somente o eco do seu triste retinir....
8 comentários

Postagens mais visitadas