CALEIDOSCÓPIO







Quem criou a distancia aonde te encerras, e essa dor, quem inventou a saudade?
São desejos simples que dormem no fundo de um coração, dores que lanço ao vento
Mas quem pode ouvir... Sei que minhas dores não te alcançam, tampouco sentirás o aroma.
Nem verás a cor das flores que planto, mas o perfume, eu maravilhado sonho que é o teu!
Lindo jardim que eu poderia chamar de felicidade se hão houvesse essa distância


Bem sei há quilômetros entre o cérebro e o coração e às vezes no caminho entre esses
O engano passa pela boca, pelos ouvidos, sempre, sempre quando o assunto é amor...

“O SENTIMENTO CONFUSO CRIA MIL ABISMOS DO QUE DEVERIA SER FLORIDO ROSEIRAL”

Se me chamas de volta eu não tardo no caminho, soprar-te ei mil trovas de amor

Ou cantarei sozinho meu triste réquiem, quem poderá saber...
Mas sei que nesse caleidoscópio giram todas essas cores que unem você e eu
E quando ele gira sei que te tenho e nesse momento só nosso, vão se as dores
E a saudade é finita. Enquanto vivo nessa “terra do nunca”, eu me engano que posso ser feliz

E quanto dura dessa vez?  Melhor seria parar com o tempo, então não mais sentir tua partida.
Aninhado em teu braços enquanto findam dor e saudade, renasça talvez a esperança de jamais
ouvir novamente essa amarga palavra adeus.

J.Sollo

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