DIADEMA

Dói em mim o beijo que nunca te dei
O sorriso teu que não acalentei
Essa gota de lágrima que tampouco sequei
Embora teu silêncio
Ah! e como esse fala,
Só ele como sombra me segue
Sou do destino um incerto gracejo
com o qual zomba ele de mim
E nas notas do triste realejo
Componho o Réquiem
que me acompanhara ao túmulo
Nas noites escuras sou eu o farol
do rochedo, velando sem descanso
Sou o uivo da fera
De dentes cerrados
Pronto a morrer por ti
Pois que me vale a segurança
Desta vida,
Se tu nela não existires
E junto tudo: o sorriso
A lágrima, o beijo. E a eles
Tempero com meu desejo
 te faço um diadema de ouro
Coloco meu coração na ponta
E como prenda te dou.

J. Sollo
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