Esqueleto
Nas sombras daquilo que tentei esconder
O tempo passa e muda o rumo
O espelho mostra o que restou de mim
Um desenho frio para todos verem.
Sob a pele, o peso do passado
Mas a verdade se revela, finalmente livre.
Afastem as máscaras, destruam a ilusão
O que resta é a pura conclusão
Nenhum segredo a salvo do dia do julgamento
A estrutura sólida que não se desvanece!
ESQUELETO! Despojado de todo o medo!
ESQUELETO! Sem carne, sem mentiras, cristalino!
Na arquitetura do que é real
A rocha ecoa o selo final!
Ossos brancos na poeira do altar
O que era frágil deixou de vacilar...
A estrutura permanece!
ESQUELETO!
J. Sollo

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