ANJOS DECADENTES




É meu esse desejo veemente

Louco eu, anjo decadente que sou

Meu caminho é de pedras

Pedras das quais nascem flores

Flores que nascem da dor


Eu sou asa, gosto de estar no ar

Gosto mesmo é de sonho

e sonhando eu vou voando

Flap, flap, sem parar



Eu sou anjo livre que não se prende
Que voa mais alto que mil "Ícaros"

Asa fagueira de sonhos

Rasga o infinito sem fronteiras

Anjo solitário que definiu seus horizontes



Mas sou assim, meu desejo é meu folego.

E por ser assim rebelde

Anjo sem paraíso me tornei.



J. Sollo

Leia também TANTO AMOR

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um poema que fala de solidão e da fragilidade da vida