O NASCER DA POESIA


Como em dores de parto terríveis
Cruel, tu rasgas meu ventre
És ansioso, és urgente
queres nascer...



Em outras tantas tu vens como brisa

Eu sinto teu sopro, de leve, em carícias.

Tu vens radiante, te gero luzidio

Como o amanhecer...



Tú és sempre belo em teu falar
Não tens compromisso senão com a razão
Tú dizes verdades, tu lanças enigmas
Pois és discrição...



Quando te penso perdido
Árido dentro de mim, sem pulsar
De novo tu nasces, pois és verso triste
e jorras na pena d'um velho poeta


Renasces em forma de canção.
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