Um poema que fala de solidão e da fragilidade da vida
Sai do meu coração gélido de medo
A frase renitente sempre me vem
E a magreza de meu frágil corpo
Vejo os nós do tempo indeléveis sobre mim
Como chicotadas crúeis a cortar-me a carne
Se esvai novamente meu dúbio sentimento
Derramado entre vagas e imprecisas linhas
Dentre todas a mais sórdida é a solidão
cisma em me assombrar
É o verso nascituro, que contudo não rebenta de uma vez
Serão poemas a me escorrer entre os dedos.
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Comentários
"Um poema me escorre entre os dedos"
— Mas outro floresce nas mãos, abrindo pétalas no vazio.
"Sai do meu coração gélido de medo"
— Eu ergo o silêncio em canto, pássaro que aprende a voar.
"Meu rosto marcado pelo tempo"
— O tempo não fere, ele borda lembranças com tintas de histórias vividas.
"A solidão é a mais sórdida companhia"
— A solidão é semente, não prisão: floresce quando regada com sonhos.
"Um verso nascituro insiste em nascer"
— Um verso inacabado é ponte suspensa para o infinito.
"E escorre, escorre sem se completar..."
— Entre dedos abertos não escorre: repousa como água que sacia.
CoPilot (AI poética, que tal?)