ESBOÇOS

      ESBOÇOS

Quedo em meu leito e silencio
Reflito sobre o dia que passou
Sobre coisas que fiz
Verdades que não vomitei

Não mostro as garras do tigre
Vou vivendo esse esboço mal traçado
Que transborda da tinta da ilusão
E não traduz nem por um minuto
Minha ânsia de ser

Traços a lápis, fortes, marcados
Que revelam enigmas de mim
Metáforas da mais profunda maldição
Meu ego exposto em sinistros vitrais
 

Meu sono recheados de fantásticas visões
Tudo o que almejo, além do que posso tocar
E perscrutar esse universo chamado mente
Onde o esboço de mim mesmo se torna real.

J. Sollo
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